Erick Crus, sócio com 40% da Brasil Bitcoin, afirma que a relação de administradores da corretora com Danilo Dubaiano abriu uma crise na cúpula da empresa. Dubaiano, cujo nome é Danilo Vunjão Santana Gouveia, é apontado como criador da pirâmide financeira D9 Club e está foragido do Brasil.
Segundo Crus, os administradores Jorge de Almeida Alves e Marco Vinicius Castellari conheceram Dubaiano em um evento de criptoativos em Dubai. Fotos e vídeos publicados no Instagram mostraram a participação deles no Token 2049 Dubai, em 2025, e uma imagem em um barco com Dubaiano. Para Crus, o encontro teria estreitado laços que ele não aceitava.
Crus também afirma que Dubaiano comprou parte da ShielID como sócio majoritário. A empresa, antes chamada B8Safe, seria outro negócio criado pelos sócios, sem vínculo com a Brasil Bitcoin, e no qual Crus diz não ter participado até a venda. Ele relata ainda que, ao descobrir operações de pessoas ligadas a Dubaiano na corretora, pediu a exclusão desses investidores por considerar que havia risco.
Para o leitor no Brasil, o caso toca em dois pontos sensíveis: corretoras de cripto precisam reforçar controles de prevenção à lavagem de dinheiro, e o setor passa por implementação de regras sob o Banco Central.
Em manifestação por assessoria, Crus disse que os três sócios assinaram um acordo em 9 de fevereiro de 2026. Pelo relato, ele deixou a administração, que passou a ser exercida por Jorge e Marco, enquanto os administradores assumiram regras como proibição de negócios entre a Brasil Bitcoin e o grupo de apostas ligado a Dubaiano, separação entre a corretora e a empresa de validação de identidade dos administradores, prevalência de políticas de compliance e prevenção à lavagem de dinheiro (controles para evitar uso da empresa em crimes financeiros), segregação do patrimônio dos clientes e unanimidade para dispor de bens da empresa.
Crus diz ter levado fatos à em notícia-crime de . Entre eles, citou a continuidade de operações, após a , de um cliente cujo apontado dono teria sido preso na ação, sem reavaliação do vínculo. A Brasil Bitcoin, que tem base estimada em e apoio público do influenciador , afirmou em nota que “não compactua com atividades ilícitas” e rejeita associações que coloquem em dúvida sua integridade. A corretora disse ainda que questionamentos sobre acusações de irregularidades serão tratados com seriedade e respondidos às autoridades competentes, respeitando o sigilo legal.



