A Solana começou a executar a primeira etapa do plano para reduzir o tempo de bloco de 400 milissegundos para 200 milissegundos. A mudança começou no epoch 1020, uma janela de cerca de dois dias usada pela rede para programar ajustes.
O cronograma prevê quatro reduções de 50 milissegundos cada: 400 ms, 350 ms, 300 ms, 250 ms e 200 ms. Segundo a Anza, responsável pelo software Agave, cada fase pode ser interrompida pelas validadoras se muitos blocos passarem a ser ignorados, o que mantém o calendário em aberto.
Na prática, a rede hoje produz cerca de 144 blocos por minuto. Com blocos de 200 ms, esse número subiria para 300 por minuto. Isso não significa mais capacidade total: os blocos ficam menores na mesma proporção, então a carga processada pela rede segue igual, só dividida em intervalos mais curtos.
O monitor da própria rede mostra que 96,7% do staking já roda o software necessário para a atualização. Ainda assim, a confiabilidade segue no radar. Em agosto, uma falha de roteamento deixou 28,83% do staking de SOL fora do ar e quase levou a rede a uma paralisação.
Para quem acompanha cripto no Brasil, a mudança importa mais pela experiência de uso da rede do que por preço: transações e liquidações podem ficar mais ágeis se a Solana conseguir manter a estabilidade.
Na comparação com outras redes, o Bitcoin produz um bloco a cada 10 minutos, enquanto o Ethereum registra blocos perto de 12 segundos. A Solana já opera em torno de 2,5 blocos por segundo e, se chegar a 200 ms, passará a cerca de 5 por segundo. O mercado reagiu positivamente: o SOL era negociado perto de (aprox. ) após alta diária de , com valor de mercado de (aprox. ).




