O volume de criptomoedas negociado em corretoras brasileiras ultrapassou R$ 2,33 bilhões em 24 horas após o primeiro turno das eleições. A maior parte da movimentação ficou concentrada em stablecoins, ativos digitais projetados para acompanhar o valor de uma moeda como o dólar.
Os pares de USDT e USDC contra o real responderam por mais de 90% das negociações. A procura aumentou enquanto o dólar se desvalorizava no país, em um movimento que também pressionou a cotação do Bitcoin no par BRL na segunda-feira (5).
A Foxbit ficou à frente da Binance no volume registrado. Ricardo Dantas, CEO da corretora, afirmou que a empresa superou R$ 1 bilhão negociado em 24 horas, equivalente a cerca de 40% do volume acompanhado pelo ranking do Livecoins no momento da medição.
Para quem opera no Brasil, o movimento mostra como corretoras de criptomoedas podem funcionar como uma via de negociação de exposição ao dólar fora do horário tradicional do mercado. Stablecoins continuam sujeitas a riscos de liquidez, de paridade e de custódia.
Os dados do Mercado Cripto indicaram que a procura por stablecoins continuava elevada na terça-feira (6), em meio às expectativas sobre o segundo turno, marcado para 25 de outubro. A reação dos ativos, porém, depende das condições do mercado e das decisões dos participantes, sem garantia de repetição do volume observado.




