O mercado global de stablecoins atreladas ao dólar soma cerca de US$ 300 bilhões, mais de 2 mil vezes o valor das dez moedas digitais pareadas ao real, que têm R$ 720,6 milhões em circulação. Os dados são de levantamento da BitGo e do relatório “10+ BRL Stablecoins”, da Fintrender, respectivamente, segundo o BeInCrypto Brasil.

A Tether lidera o mercado com a USDT, que soma US$ 183,2 bilhões e tem 60,93% de participação. A USDC, da Circle, aparece em seguida, com US$ 73,6 bilhões. Juntas, as duas respondem por mais de 85% do mercado global.

No Brasil, a BRLA Digital tem o maior projeto ativo de tokenização do real, com cerca de R$ 163 milhões em capitalização de mercado. De acordo com a Crypto Finance, a procura por exposição ao dólar, em vez de por um real tokenizado, ajuda a explicar a diferença entre os mercados.

O PL 4.308/2024, aprovado na Comissão de Ciência, Tecnologia e Inovação da Câmara, prevê que stablecoins emitidas no exterior só possam ser negociadas por prestadoras autorizadas pelo Banco Central. O projeto ainda precisa passar por outras comissões antes de chegar ao Plenário.

A Receita Federal informou que stablecoins representaram cerca de 80% do volume de criptoativos declarados no Brasil em 2025. A equipe da Crypto Finance também aponta o custo das remessas internacionais como um fator que impulsiona o uso de moedas como USDC e USDT.