O STF autorizou nesta terça-feira (18) a extradição de Alexander Dadydov para a Rússia. Segundo o tribunal, ele deverá ser entregue conforme a legislação brasileira e a critério do presidente da República para cumprimento da pena imposta pela Justiça russa.
O que aconteceu: Dadydov foi preso no Brasil em 12 de fevereiro de 2026, a pedido da Interpol. A Rússia afirma que ele era procurado desde janeiro de 2023, com mandado expedido pelo Tribunal Distrital de Izmailovskiy, em Moscou, e o acusa de responder por 38 crimes de fraude.
Acusação: o processo russo diz que Dadydov integrou uma organização criminosa ligada a um esquema de fornecimento fictício de equipamentos de informática e de mineração de criptomoedas. De acordo com a acusação, ele ajudava a promover o site mgcard[.]ru, os perfis do Mining Group nas redes sociais e o contato com potenciais clientes por e-mail, enquanto contratos eram fechados com recebimento de adiantamentos sem intenção de entrega dos produtos.
Em números: o prejuízo atribuído às vítimas foi de 15.631.025 RUB, valor equivalente a cerca de R$ 950 mil. Capturas do Wayback Machine mostram que o site ficou no ar ao menos entre junho e setembro de 2017, anunciando placas de vídeo, fontes de alimentação e máquinas SHA-256, usadas especialmente na mineração de Bitcoin (BTC).
Para o leitor brasileiro, o caso mostra que fraudes ligadas ao mercado de cripto também passam por cooperação internacional e podem ter desdobramentos judiciais no Brasil.
Na decisão, a Primeira Turma do STF, sob presidência do ministro Flávio Dino, registrou que a entrega depende do compromisso expresso do Estado russo de não agravar a pena por motivo político, como prevê a Lei 13.445/2017. A sentença citada no pedido foi proferida em e mantida em por colegiado criminal da cidade de Moscou.




