O Supremo Tribunal Federal (STF) manteve a prisão de Victor Hugo Lima Duarte, ex-diretor da Braiscompany, em decisão do ministro Alexandre de Moraes publicada na terça-feira (6). Duarte foi condenado a 20 anos e 10 meses de prisão por fraude e lavagem de dinheiro no mercado financeiro.

A defesa alegou que ele já havia passado mais de 1.300 dias em prisão preventiva, antes do fim de todos os recursos. O pedido foi rejeitado porque o réu fugiu para a Argentina durante a investigação da Operação Halving, não mantinha endereço conhecido e teria informado locais falsos à Justiça.

Segundo o processo, investigadores rastrearam R$ 3,8 milhões em uma conta de corretora ligada ao ex-diretor. O caso também menciona recursos em plataformas estrangeiras e senhas de alta complexidade que dificultaram o bloqueio dos ativos de criptomoedas.

Para investidores no Brasil, a decisão reforça que a ocultação de patrimônio e o risco de fuga podem pesar na manutenção da prisão em processos envolvendo fraudes financeiras.

Duarte era responsável por repassar valores investidos pelas vítimas às contas dos líderes da Braiscompany, Antônio Neto e Fabrícia Campos. A empresa, descrita no processo como uma pirâmide financeira, teria causado prejuízos superiores a R$ 2 bilhões a milhares de investidores.