O Supremo Tribunal Federal (STF) manteve a prisão preventiva de Gilvan, investigado na Operação Primus, na Bahia. A decisão, assinada pelo ministro Alexandre de Moraes nesta terça-feira (29), negou o pedido de liberdade apresentado pela defesa.

Durante uma operação de busca e apreensão, policiais encontraram com o investigado uma carteira de criptomoedas Trezor. O dispositivo é uma hardware wallet, equipamento usado para guardar criptoativos sob autocustódia, sem depender diretamente de uma corretora.

Segundo a decisão, a carteira foi mencionada na audiência de custódia como possível indicativo de mecanismos sofisticados de lavagem de capitais. As autoridades não informaram se conseguiram acessar os ativos armazenados no dispositivo nem se encontraram valores na carteira.

A investigação apura uma rede de postos de combustíveis controlados por “laranjas” e empresas de fachada. O grupo teria movimentado R$ 34 milhões em seis meses e mantido transportadoras para distribuir combustível adulterado. A operação também autorizou o bloqueio e sequestro de mais de R$ 6,5 bilhões em bens.

Para o leitor no Brasil, a decisão mostra que uma carteira de autocustódia pode ser apreendida como elemento de uma investigação criminal, embora a posse do dispositivo, por si só, não estabeleça culpa. A responsabilidade penal ainda dependerá da análise completa das provas.