A Storj Labs pediu Capítulo 11 nos Estados Unidos, um tipo de recuperação judicial que permite à empresa continuar operando enquanto reorganiza dívidas. A companhia diz que a rede segue funcionando normalmente e que os tokens STORJ permanecem ativos.
O que aconteceu: o pedido foi protocolado em um tribunal federal de falências na Virgínia Ocidental, no processo 5:26-bk-00512. Segundo a Storj, as obrigações vêm de uma fase anterior do negócio e travam o crescimento atual. Kaloyan Raev, diretor de engenharia de software da empresa, afirmou que a base do negócio está ajustada, mas ainda carrega dívidas antigas.
Para quem tem STORJ: a empresa pretende oferecer participação acionária na nova Storj aos investidores do token. Participação acionária significa ter uma fração da empresa. Nada disso está garantido: um juiz precisa aprovar a proposta, e credores recebem antes dos donos em processos de falência.
Há 143,8 milhões de STORJ em circulação livre, de um total de 425 milhões emitidos. A própria Storj reconhece que, por enquanto, pode indicar intenção, não promessa firme sobre o que investidores receberão.
Para o investidor brasileiro exposto a STORJ, o ponto prático é acompanhar o processo judicial: a operação da rede continuar não significa que haverá compensação automática para quem tem o token.
A compra da Storj pela Inveniam Capital Partners foi anunciada em 22 de outubro de 2025, com promessa de manter contratos, valores e liderança. Naquele dia, STORJ era negociado perto de US$ 0,1872 (aprox. R$ 1,05); desde então, caiu cerca de 60%. Agora, o token está próximo de US$ 0,0745 (aprox. R$ 0,42), com alta diária de 1,5%, volume de US$ 5,6 milhões (aprox. R$ 31,4 mi) e valor de mercado de US$ 10,7 milhões (aprox. ).




