A Strategy divulgou um modelo de crédito em Bitcoin que detalha quanto BTC está vinculado a cada US$ 1 devido a credores e detentores de ações preferenciais. O painel classifica cada instrumento por faixa de risco e mostra o chamado preço mínimo de BTC: o nível em que o ativo deixa de estar totalmente garantido.

O que aconteceu: Michael Saylor estruturou a ferramenta com um caso de referência de retorno anual de 10% para o Bitcoin. A partir disso, cada papel recebe um spread de crédito, uma classificação e uma leitura sobre a garantia. O resultado usa faixas tradicionais do mercado de renda fixa, de grau de investimento a alto rendimento e ativos em situação de risco elevado.

Em números: ao fim do segundo trimestre, a Strategy mantinha 843.775 BTC. O balanço também mostrava US$ 6,71 bilhões (aprox. R$ 38,9 bi) em notas conversíveis, além de várias séries de ações preferenciais. A empresa ainda tinha US$ 3,75 bilhões em caixa (aprox. R$ 21,8 bi), valor que, segundo os dados divulgados, cobre cerca de 2,1 anos de pagamentos de dividendos e juros. Os dividendos preferenciais acumulados já somavam US$ 1,06 bilhão (aprox. R$ 6,1 bi).

A leitura mais sensível do painel está nos preços mínimos. Eles indicam o ponto em que cada instrumento passa a ficar subcolateralizado (sem ativos suficientes para cobrir a obrigação). Com o BTC perto de US$ 63.758 (aprox. R$ 369,8 mil) após leve recuo, e ainda cerca de 49% abaixo do recorde de US$ 126.080 (aprox. R$ 731,3 mil) em outubro de 2025, essa distância até cada piso virou um indicador quase em tempo real da solvência da empresa.

Para o leitor brasileiro, esse tipo de painel ajuda a entender o risco por trás de empresas expostas a Bitcoin sem depender só da variação do preço da moeda.