A Strategy voltou ao mercado para vender ações da MSTR, levantou US$ 263,5 milhões (aprox. R$ 1,5 bi) e não comprou Bitcoin na semana passada. Com isso, a companhia manteve sua reserva em 843.775 BTC pela segunda semana seguida e elevou o caixa para US$ 3,2 bilhões (aprox. R$ 18,6 bi).

O que aconteceu: a empresa vendeu 2,73 milhões de novas ações por meio do programa ATM (at-the-market, mecanismo que permite vender papéis direto no mercado). O registro foi feito na SEC, o regulador do mercado dos Estados Unidos. Ao mesmo tempo, um programa de recompra de US$ 1 bilhão (aprox. R$ 5,8 bi) segue sem uso.

Por que importa: esse dinheiro vai para o Digital Credit Capital Framework, política criada em junho para bancar dividendos de ações preferenciais e juros de dívidas. Segundo a empresa, essas obrigações somam cerca de US$ 1,76 bilhão por ano (aprox. R$ 10,2 bi). A reserva atual cobre cerca de 22 meses, acima da exigência interna de 12 meses.

Michael Saylor disse que a Strategy segue comprometida com o Bitcoin como principal ativo de reserva de tesouraria, mas que o novo modelo exige liquidez, disciplina e gestão ativa de capital. Na prática, a companhia tenta evitar novas vendas de BTC em momentos desfavoráveis apenas para honrar pagamentos.

Em números: a Strategy informa ter pago, em média, US$ 75.476 por Bitcoin (aprox. R$ 437,8 mil), num custo total de US$ 63,7 bilhões (aprox. R$ 369,5 bi). Com o BTC perto de US$ 64.700 (aprox. R$ 375,3 mil), a diferença gerou um prejuízo não realizado de US$ 8,32 bilhões no último trimestre (aprox. R$ 48,3 bi).

Em junho, a empresa vendeu perto de cada (aprox. ) para pagar dividendos, abaixo do seu custo médio. A nova reserva em dólar foi montada justamente para reduzir o risco de repetir esse movimento.