A Strategy levantou US$ 263,5 milhões (aprox. R$ 1,5 bi) com a venda de ações ordinárias MSTR e usou quase todo o valor para reforçar sua reserva em dólar. Com isso, o caixa da empresa chegou a US$ 3,2 bilhões (aprox. R$ 17,6 bi), sem novas compras de Bitcoin.
O que aconteceu: a mudança segue a diretriz anunciada no fim de junho, quando a empresa passou a priorizar uma reserva suficiente para cobrir pelo menos 12 meses de dividendos. Segundo a própria Strategy, o caixa atual já banca 22 meses desses pagamentos.
Em números: no início do mês, a companhia vendeu 3.588 bitcoins e levantou US$ 216 milhões (aprox. R$ 1,2 bi). Na semana passada, arrecadou mais US$ 450 milhões (aprox. R$ 2,5 bi) com a venda de ações, sem mexer em sua posição de BTC. Em publicação no X, Michael Saylor afirmou que, em 19/07/2026, a empresa mantinha 843.775 bitcoins em reserva.
A empresa também informou em documento enviado à SEC que “nenhuma compra de bitcoin foi realizada nesta semana”. No mercado, as ações seguiam pressionadas: a MSTR abriu perto de US$ 95,8 (aprox. R$ 527) e a STRC era negociada em torno de US$ 86,05 (aprox. R$ 473), abaixo de US$ 100.
Para o investidor brasileiro, o movimento sinaliza uma Strategy menos agressiva nas compras de BTC e mais focada em liquidez em dólar, algo que pode reduzir impacto imediato sobre o mercado da criptomoeda.
O Bitcoin começou a semana perto de US$ 64.500 (aprox. R$ 355 mil), com alta de em 24 horas e de em sete dias. Para a , essa guinada da em direção à estabilidade pode acabar sendo positiva para o mercado, mesmo se a empresa precisar vender parte de seus bitcoins no caminho.




