A Strategy deixou de tratar o Bitcoin como ativo intocável no caixa e abriu espaço para vendas quando isso for necessário para sustentar sua estrutura financeira. A mudança veio com o novo Digital Credit Capital Framework, um pacote de medidas para reforçar liquidez em um momento de mercado de baixa.

Em 6 de julho, a empresa informou a venda de 3.588 BTC por cerca de US$ 216 milhões (aprox. R$ 1,25 bi) entre 29 de junho e 5 de julho. O dinheiro foi usado para pagar dividendos preferenciais e recompor a reserva de caixa.

O que mudou: a companhia aprovou uma reserva mínima em dólar suficiente para cobrir 12 meses de dividendos preferenciais e juros da dívida. Também elevou o dividendo do STRC para 12,00%, autorizou recompras de até US$ 1 bilhão (aprox. R$ 5,8 bi) em preferenciais, com prioridade para o STRC, e mais US$ 1 bilhão (aprox. R$ 5,8 bi) em ações ordinárias. Além disso, liberou a monetização de até US$ 1,25 bilhão (aprox. R$ 7,25 bi) em Bitcoin para abastecer a reserva em dólar.

Em números: no início de julho de 2026, a reserva em caixa somava US$ 2,55 bilhões (aprox. R$ 14,79 bi) diante de obrigações anuais de US$ 1,763 bilhão (aprox. R$ 10,23 bi). Isso representa cobertura de 17,4 meses só com caixa. Considerando também a autorização para vender BTC, a liquidez comprometida sobe para cerca de US$ 3,8 bilhões (aprox. R$ 22,04 bi), ou 25,9 meses.

A leitura é que esse colchão pode bastar para atravessar o restante do atual inverno do Bitcoin. O ciclo começou após o topo perto de US$ 126 mil em outubro de 2025 e, em 7 de julho de 2026, o ativo estava ao redor de (aprox. ), queda próxima de em cerca de . Se o comportamento repetir ciclos anteriores, o fundo poderia aparecer entre e , no , com o na faixa de (aprox. ).