A Strategy, conhecida por manter a maior tesouraria corporativa de Bitcoin do mundo, anunciou nesta segunda-feira (6) a venda de 3.588 BTC por US$ 216 milhões. Segundo Michael Saylor, fundador da empresa, os recursos serão usados para pagar dividendos ligados a títulos de Crédito Digital. Mesmo após a operação, a companhia diz manter 843.775 BTC em caixa, além de US$ 2,55 bilhões em reservas em dólar.
Em documento enviado à SEC, a empresa detalhou que vendeu 1.363 bitcoins entre 29 e 30 de junho, a um preço médio de US$ 59.256, e outros 2.225 BTC entre 1º e 5 de julho, a um preço médio de US$ 60.773 por unidade. Os valores de compra desses lotes estavam entre US$ 75.578 e US$ 75.746, indicando prejuízo na venda.
Reação do mercado
Após o anúncio, o Bitcoin passou a operar com queda de cerca de 1,5%, na faixa de US$ 61.500 no momento citado pela reportagem. Ainda assim, a criptomoeda acumulava alta de 5,1% nos seis primeiros dias de julho. Já as ações da Strategy (MSTR) abriram o dia em baixa de 4,5%, enquanto a STRC ficou perto de US$ 87,75, sem grandes oscilações.
A movimentação também gerou reação nas redes sociais. Peter Schiff criticou a execução das ordens, enquanto outros usuários questionaram por que a empresa vendeu BTC mesmo mantendo cerca de US$ 2,5 bilhões em dólares e qual seria a vantagem de realizar essa venda com prejuízo.
Para o leitor brasileiro, o episódio reforça como decisões de grandes empresas com reservas em BTC podem mexer no preço global do ativo, algo que também afeta investidores locais expostos ao Bitcoin por corretoras, ETFs ou custódia própria.




