A Strike lançou um novo empréstimo lastreado em Bitcoin que, segundo a empresa, é “à prova de volatilidade” por não fazer chamada de margem nem liquidação forçada quando o preço do BTC cai. A novidade foi apresentada em meio ao mercado de baixa, mas vem com uma condição clara: o cliente precisa pagar em dia e aceitar juros de até 14,2%.

Em comunicado divulgado na terça-feira, o CEO Jack Mallers disse que o produto foi criado após o retorno dos usuários sobre o primeiro modelo de empréstimo em Bitcoin da Strike, lançado em maio de 2025. Naquele período, a queda de 54% do Bitcoin entre o topo e o fundo acabou provocando muitas liquidações.

Segundo Mallers, “sem chamadas de margem” significa que o cliente não será obrigado a reforçar a garantia quando o preço do Bitcoin cair. Ele também afirmou: “Não importa o quanto o bitcoin caia, seu bitcoin não se move”. Ainda assim, a proteção contra a volatilidade tem um custo:

  • juros altos, de até 14,2%;
  • prazo curto, de seis meses;
  • risco de liquidação se o pagamento não for feito no vencimento.

Para o leitor brasileiro, o ponto central é simples: mesmo sem liquidação por oscilação de preço, empréstimo com BTC em garantia continua exigindo caixa para pagar parcelas e envolve risco real de perda do ativo em caso de atraso.