Vinte traders disputaram em agosto, em Bali, a final da terceira temporada da Alpha Arena, competição realizada durante a CoinFest Asia e patrocinada pela MEXC Ventures. O japonês Arumando venceu a disputa por uma fatia de US$ 100 mil (aprox. R$ 580 mil), seguido por Murasaki Trades, das Filipinas, e Coin6097, da Coreia do Sul.

A competição acompanhou as operações completas dos participantes e mediu até a frequência cardíaca dos traders. A proposta foi mostrar decisões sob pressão, incluindo momentos de pânico, impulsividade e mudanças de estratégia, em contraste com as redes sociais, onde operações lucrativas costumam receber mais destaque que as perdas.

A MEXC colocou a negociação sem taxas no centro de sua estratégia. Segundo dados divulgados pela exchange, a isenção para quem fornece ou retira liquidez beneficiou 3,44 milhões de usuários e gerou uma economia de aproximadamente 1,1 bilhão de USDT em 2025. Com o custo reduzido a zero, Vugar Usi, CEO da empresa, afirma que velocidade, variedade de mercados, ferramentas e qualidade do produto passam a pesar mais na escolha da plataforma.

A inteligência artificial também entrou nessa disputa. Usi disse usar um assistente de IA para analisar o livro de ofertas, que reúne as ordens de compra e venda, e identificar onde o capital está concentrado. A MEXC afirma que 67% dos investidores da Geração Z utilizaram ferramentas de IA em 2025, enquanto uma pesquisa interna da empresa recebeu mais de 2.500 páginas de respostas com pedidos relacionados à tecnologia.

A redução de custos não elimina os riscos do trading. Operações com alavancagem, que ampliam tanto ganhos quanto perdas, podem acelerar o prejuízo, especialmente em mercados voláteis. Para disputar a confiança dos usuários, a MEXC divulga relatórios mensais de Prova de Reservas auditados pela Hacken e anunciou planos de ampliar o Guardian Fund de US$ 100 milhões (aprox. R$ 580 milhões) para US$ 500 milhões (aprox. R$ 2,9 bilhões) em dois anos.