O governo dos Estados Unidos apreendeu US$ 89 milhões (aprox. R$ 516 milhões) ligados à Capstone, empresa sediada na República Dominicana acusada de operar dinheiro ilegal. A companhia atuava como intermediária do EQIBank, instituição que mantinha fundos relacionados à Tether.

A apreensão atingiu contas no Wells Fargo e carteiras de USDT, uma stablecoin (criptomoeda criada para acompanhar o valor do dólar). O EQIBank pode enfrentar risco de liquidação, processo em que os ativos e operações de uma instituição são encerrados para pagar credores. Um documento judicial menciona US$ 79 milhões (aprox. R$ 458 milhões) confiscados, enquanto o banco pede a devolução de US$ 89 milhões (aprox. R$ 516 milhões). A divergência ainda não foi explicada.

Em declaração ao portal CoinDesk, um porta-voz da Tether disse que menos de 1% das reservas da emissora está ligado ao EQIBank. Estimativas de mercado apontam que a exposição da empresa seria de cerca de US$ 64 milhões (aprox. R$ 371 milhões), mas a Tether não informou o valor exato comprometido após a operação contra a Capstone.

Para o leitor no Brasil, o episódio se soma à disputa judicial da Tether com o Banco Master, à qual a empresa cobra R$ 1,6 bilhão. Os dois casos envolvem instituições financeiras usadas como parceiras ou intermediárias da emissora.