A HYPE, token da Hyperliquid, é um dos raros destaques de 2026 no mercado cripto. Desde 1º de janeiro, o ativo subiu 163%, saindo de US$ 25,4 para US$ 67,4. No mesmo intervalo, Bitcoin caiu 27,9%, Ethereum recuou 41,2%, BNB perdeu 34%, XRP 40,5%, Solana 37,4% e Dogecoin 37,8%.

Entre as 10 maiores criptomoedas do mercado, só Tron (TRX) e Hyperliquid (HYPE) registram ganhos no ano. A diferença é grande: a TRX sobe 16,6%, enquanto a HYPE avança bem mais. Parte desse movimento acompanha o crescimento da própria Hyperliquid, uma corretora descentralizada, que chegou a US$ 5,2 bilhões em open interest (valor total de contratos em aberto). A rival Aster aparece bem atrás, com US$ 917 milhões. O número também já se aproxima de corretoras centralizadas como MEXC (US$ 4,3 bilhões), Bybit (US$ 4,5 bilhões), KuCoin (US$ 5,4 bilhões) e OKX (US$ 5,9 bilhões).

Outro ponto citado para a tração da plataforma é a oferta de negociações além de criptoativos. Entre os 10 ativos mais negociados na Hyperliquid, só quatro são criptomoedas: Bitcoin, Ethereum, Solana e a própria HYPE. A lista também inclui ações da SK Hynix, Nasdaq Index, Micron, SanDisk, petróleo bruto, S&P 500 e Roundhill Memory ETF. Segundo o texto de origem, a corretora também atrai usuários que preferem evitar processos de KYC (verificação de identidade) em plataformas tradicionais.

Recompra e queima de tokens

A valorização da HYPE também é atribuída ao modelo de recompra da plataforma. Segundo a Hyperliquid, em vez de direcionar as taxas principalmente para equipe ou investidores internos, o valor é destinado à comunidade, ao HLP, ao Assistance Fund e a criadores. Os tokens HYPE mantidos no Assistance Fund são queimados, ou seja, retirados de forma permanente da oferta circulante e da oferta total.

Para o investidor brasileiro, o avanço da HYPE mostra a força das corretoras descentralizadas, mas não elimina os riscos: tokens ligados a plataformas podem ter volatilidade extrema e oscilar forte mesmo quando os fundamentos parecem favoráveis.