Tom Lee, presidente da BitMine, afirmou na Korea Blockchain Week 2026 que um novo ciclo de alta das criptomoedas está em curso e poderá ser o maior já registrado. Ele citou o Bitcoin acima da média móvel de 200 dias, indicador que, segundo Lee, antecedeu oito dos últimos nove ciclos de alta em 12 anos, além de entradas institucionais em produtos ligados ao ativo durante setembro.
Lee também mencionou a tokenização de ativos por instituições como BlackRock e JPMorgan Chase e uma possível mudança nos fluxos de riqueza entre gerações. Segundo ele, americanos na faixa dos 20 anos podem herdar cerca de US$ 700 bilhões (aprox. R$ 4,1 trilhões) neste ano. O executivo avalia que novos recursos poderiam levar o valor total do mercado cripto para perto de US$ 10 trilhões (aprox. R$ 58 trilhões).
A BitMine acrescentou 17.362 ETH às suas reservas na semana encerrada em 28 de setembro, depois de comprar 27.562 ETH na semana anterior. O saldo chegou a 6.001.302 ETH, avaliados em cerca de US$ 16,06 bilhões (aprox. R$ 93,1 bilhões). Em 27 de setembro, a empresa tinha 5.067.309 ETH em staking, processo que bloqueia tokens para participar da validação da rede.
Lee disse que o Ethereum já subiu 227 vezes em 2016 e 50 vezes em 2020 após períodos de lateralização, e afirmou esperar maior participação institucional no quarto trimestre. As projeções são especulativas: o Ethereum estava cotado perto de US$ 2.676 (aprox. R$ 15,5 mil), com queda de cerca de 1% em 24 horas, e o mercado pode oscilar nos dois sentidos.
Para quem acompanha o mercado no Brasil, as previsões de alta não eliminam o risco de perdas: preços de criptoativos podem variar bruscamente.



