A transferência de US$ 288 milhões (aprox. R$ 1,4 bilhão) em Bitcoin (BTC) e Ethereum (ETH) pelos Estados Unidos ficou no centro das atenções nesta semana. A operação envolveu ativos apreendidos em investigações e reacendeu o alerta no mercado cripto.

O que aconteceu: dados da plataforma Arkham mostraram que os ativos foram enviados na manhã de segunda-feira, 13, para a Coinbase Prime, corretora escolhida pelo governo norte-americano para fazer a custódia das criptomoedas confiscadas. Custódia, nesse caso, é o serviço de guarda dos ativos digitais.

Mais lidas da semana: na sequência apareceram a prévia da temporada de resultados dos bancos feita pela XP Investimentos, com o Bradesco (BBDC4) apontado como destaque no 2T26; a entrevista com o CEO da SLC Agrícola (SLCE3) sobre a compra de terras do Grupo Radar; a renúncia da BRL Trust Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários como administradora do Cartesia Recebíveis (CACR11); e a revisão do Ministério da Fazenda para a economia brasileira, com Selic de 14% em 2026 e inflação projetada em 5,1%.

Para o leitor brasileiro, a movimentação de grandes carteiras de BTC e ETH por governos costuma mexer com o humor do mercado e pode aumentar a volatilidade nas corretoras usadas no país.

No Brasil: entre os temas que ganharam espaço, pesaram tanto o noticiário de cripto quanto os assuntos ligados à Bolsa e aos juros. No caso do governo, a Secretaria de Política Econômica (SPE) passou a considerar um ritmo mais lento de cortes na taxa básica, depois de o mercado elevar a expectativa para uma Selic terminal de 14% ao ano, ante 13% na edição anterior do relatório.