O TSE mandou excluir do ar um site ligado ao B22 Token, memecoin associada a apoio à campanha de Flávio Bolsonaro. A decisão foi anunciada na sexta-feira (9), após denúncia da campanha de Lula (PT), por causa de um slogan que sugeria receber criptomoedas para votar em um candidato.
A campanha oficial de Flávio Bolsonaro afirmou que não conhecia a autoria do site e disse que tomaria medidas judiciais nas esferas eleitoral, cível e criminal para derrubar a página. O candidato também negou ter contratado perfis para divulgar conteúdo ou produtos de campanha.
O token ganhou força depois de circular em publicações do perfil Hyper Kids, com crianças e adolescentes de Angola dançando. Após a repercussão, o perfil publicou um pedido de desculpas ao Brasil, disse que ninguém pagou pelo vídeo e afirmou que a intenção era “empurrar” o token para terminar a construção de uma casa. O vídeo anterior foi apagado.
No X, a página Brasil 22 Token negou promessa de compra de votos e chamou a acusação de fake news. A conta também afirmou que o projeto é uma memecoin não oficial do candidato criada na rede Solana. No Telegram, o grupo Bolsonaro22Token, com mais de 11 mil pessoas, prometeu fazer uma live neste sábado (10) para explicar o caso.
Para quem investe no Brasil, o episódio reforça dois riscos ao mesmo tempo: possível enquadramento eleitoral quando há promessa ligada a voto e alta chance de perdas em memecoins, que costumam ser extremamente voláteis, sem lastro e vulneráveis a esquemas de pump-and-dump ou rug pull.
A repercussão ocorreu antes do segundo turno das eleições gerais de 2026, depois de Flávio Bolsonaro vencer o primeiro turno. Relatos publicados apontam que brasileiros que compraram o token já registram prejuízos.



