A Uniswap Foundation publicou em seu fórum de governança um relatório financeiro não auditado mostrando tesouraria de US$ 85,8 milhões no fim de 2024. Desse total, US$ 49,9 milhões estavam em caixa e stablecoins, enquanto 15,1 milhões de tokens UNI compunham outra parte relevante do patrimônio. Segundo a fundação, esse nível de reserva é suficiente para manter a operação até janeiro de 2027.
O relatório também detalha que as despesas operacionais de 2024 somaram US$ 9,7 milhões, desconsiderando compensações em tokens, enquanto a receita com juros sobre posições em fiat foi de US$ 1,7 milhão. Na prática, isso deixa um custo operacional líquido próximo de US$ 8 milhões ao ano. A fundação informou ainda que destinou US$ 106,2 milhões para grants e incentivos ao ecossistema, além de US$ 26,3 milhões reservados para custos operacionais e remuneração em tokens.
Estrutura da tesouraria
A fundação ressaltou que parte da sustentabilidade depende do comportamento do token UNI, já que uma fatia importante do patrimônio está exposta ao preço do ativo. Para evitar pressão de venda no mercado, a entidade tomou em março de 2025 um empréstimo de US$ 29 milhões em fiat usando 5 milhões de UNI como garantia.
- US$ 85,8 milhões em ativos totais ao fim de 2024
- US$ 49,9 milhões em caixa e stablecoins
- runway projetado até janeiro de 2027
- US$ 26 milhões em novos grants comprometidos em 2025
A divulgação ocorre em meio à expansão do ecossistema da Uniswap, com avanços como o Uniswap V4, a Unichain e a aprovação do fee switch. A fundação observou que o horizonte de caixa pode mudar conforme futuras decisões de governança, inclusive com eventuais alterações no fluxo de receitas e despesas.
Para o leitor brasileiro, o caso mostra como protocolos DeFi dependem de governança, gestão de tesouraria e exposição a tokens próprios, fatores que também pesam na avaliação de risco por usuários locais e pela regulação do mercado cripto.




