A USDT, stablecoin que busca acompanhar o valor do dólar, alcançou a terceira posição entre os criptoativos mais negociados por número de clientes do Mercado Bitcoin em 2026. Bitcoin e Ethereum ficaram à frente.

O avanço começou nas operações de maior volume. A USDT entrou no top 3 por volume financeiro em 2024 e superou o Ethereum nesse critério em 2025. Entre janeiro e julho de 2026, para cada R$ 100 negociados em bitcoin, cerca de R$ 50 foram movimentados em USDT e outros R$ 50 em USDC, a segunda maior stablecoin de dólar.

Para o leitor brasileiro, o dado mostra que o uso de criptoativos atrelados ao dólar já alcança tanto operações maiores quanto um público mais amplo em uma corretora local.

A stablecoin brasileira BRL1, pareada ao real, também entrou pela primeira vez no top 5 por volume financeiro em 2026, com R$ 11 negociados para cada R$ 100 em bitcoin. O ativo ainda não aparece entre os cinco mais negociados por número de clientes.

O movimento contrasta com o das memecoins, criptomoedas criadas a partir de piadas e referências da internet, geralmente movidas por especulação. A Shiba Inu chegou ao terceiro lugar por número de clientes em 2022 e 2023, mas saiu do top 5 em 2025. A TRUMP ocupou o espaço depois e também não permaneceu no ranking de 2026. No mesmo período, as principais corretoras globais reduziram em 79% as novas listagens de memecoins, de 196 no fim de 2024 para 41 no segundo trimestre de 2026.

O bitcoin manteve a liderança por número de clientes e volume financeiro nos seis anos analisados, de 2020 a 24 de julho de 2026. O Mercado Bitcoin também lançou uma campanha promocional para novos aportes em USDT e USDC na Renda Passiva, com rentabilidade de até 8% ao ano entre setembro e dezembro de 2026, resgate a qualquer momento e rendimentos creditados diariamente. Stablecoins continuam sujeitas a riscos, incluindo oscilações do ativo de referência, problemas de liquidez e riscos da plataforma utilizada.