As memecoins acumulam mais de US$ 1,2 bilhão (aprox. R$ 6,9 bi) em vendas líquidas na Binance desde que o Bitcoin (BTC) bateu recorde em outubro de 2025. A saída de capital se estendeu de outubro a julho, sem reversão, segundo leitura do analista Darkfost.

Por que importa: a correção do BTC atingiu com mais força os ativos ligados à especulação. Na avaliação de Darkfost, esse fluxo mostra “pressão de venda expressiva” sobre a parte mais arriscada do mercado cripto e reforça o risco elevado de perda de capital nesse segmento.

O que aconteceu: houve exceções pontuais com tokens recém-lançados. O Cash Cat (CASHCAT), da nova blockchain da Robinhood, chegou a superar US$ 200 milhões em valor de mercado (aprox. R$ 1,2 bi) poucos dias depois da estreia da rede, em 1º de julho. Ainda assim, o analista disse que esse tipo de novidade tende a ajudar as memecoins só no curto prazo.

A perda de força também apareceu na participação de mercado. A dominância das memecoins caiu para 3,7% do mercado de altcoins, o menor nível desde fevereiro de 2024.

Em números: nos últimos 12 meses, Dogecoin (DOGE) caiu cerca de 64%, Shiba Inu (SHIB) recuou perto de 69%, Pepe (PEPE) perdeu em torno de 78% e Bonk (BONK) tombou aproximadamente 86%. No mesmo período, o Bitcoin caiu por volta de 48% e o Ethereum (ETH), cerca de 41%. Em relação às máximas históricas, a Dogecoin está perto de 90% abaixo do topo, enquanto dogwifhat (WIF) recua aproximadamente 97%.

Para o investidor brasileiro, o dado reforça o risco das memecoins: são ativos de volatilidade extrema, sujeitos a movimentos de liquidação, pump-and-dump e perdas muito rápidas de capital.