As ações da Micron (MU) são negociadas por cerca de US$ 911 (aprox. R$ 5,3 mil) após valorização de 189% em 2026. Mesmo com a alta, o preço-alvo médio de Wall Street indica potencial de aproximadamente 70%, embora as projeções variem bastante.
Em números:
- 30 analistas acompanhados pelo TipRanks classificam a ação como compra forte: são 29 recomendações de compra e nenhuma de venda.
- Os preços-alvo vão de US$ 1.100 (aprox. R$ 6,4 mil) a US$ 2.200 (aprox. R$ 12,8 mil).
- A Micron reportou receita trimestral de US$ 41,46 bilhões (aprox. R$ 240,5 bi), contra US$ 9,30 bilhões (aprox. R$ 53,9 bi) no mesmo período anterior. A receita de DRAM, um tipo de memória usado em servidores e computadores, cresceu 343%.
Por que importa: a expansão da inteligência artificial aumentou a procura por memória de alta largura de banda. Como a fabricação desses componentes ocupa capacidade antes destinada a produtos tradicionais, a oferta ficou mais limitada e os preços subiram. A Micron superou US$ 1 trilhão (aprox. R$ 5,8 tri) em valor de mercado, mas ainda está cerca de 14% abaixo do pico registrado em julho.
A empresa afirma que a escassez pode continuar além de 2027. Também fechou 16 contratos plurianuais, equivalentes a cerca de 20% da DRAM e um terço da NAND produzidas. Esses acordos, com duração de cinco anos, podem reduzir a exposição da companhia às oscilações típicas do setor, embora Samsung, SK Hynix e a chinesa CXMT estejam ampliando a concorrência.
Para investidores brasileiros, a exposição envolve a variação do dólar e os riscos do mercado de ações dos Estados Unidos; a projeção não representa garantia de retorno.




