O XRP caiu mais do que outras grandes criptomoedas e já acumula recuo de cerca de 67% em relação ao seu topo histórico. No mesmo comparativo, o Bitcoin (BTC) aparece com queda de aproximadamente 48%, o Ethereum (ETH) com 60% e a BNB com 56%.

O que aconteceu: nos últimos 90 dias, o retorno do XRP ficou perto de -21%, o pior desempenho entre as quatro maiores moedas analisadas, segundo os dados citados. O ativo também estaria há 355 dias sem sinais de recuperação, em um ambiente de maior volatilidade entre altcoins.

Por que importa: um dos pontos levantados é o excesso de apostas compradas no mercado de derivativos. A leitura mostra grandes operadores com viés comprado de +29 e investidores de varejo em +27, diferença de apenas +2. Na prática, isso indica muita gente posicionada na mesma direção. Quando o preço cai, posições alavancadas podem ser liquidadas à força, o que acelera ainda mais a baixa. Em um ciclo recente, operadores de XRP perderam US$ 700 milhões (aprox. R$ 4,1 bi) nesse tipo de liquidação.

Outro sinal veio das chamadas baleias, carteiras com pelo menos 1 bilhão de XRP. Dados da Santiment mostram que a fatia desse grupo na oferta total caiu de 39,4% em 30 de abril para cerca de 38,65% agora. Parece uma variação pequena, mas representa bilhões de tokens saindo das mãos dos maiores detentores.

Para o leitor brasileiro, o quadro reforça o risco de ativos muito voláteis: quando há alavancagem demais e grandes carteiras reduzem posição, as quedas podem ganhar velocidade em pouco tempo.

Sem novos compradores entrando e com os maiores detentores reduzindo exposição, o XRP perde parte do suporte que poderia amortecer as vendas. Esse movimento ajuda a explicar por que o token tem recuado mais rápido do que outras criptomoedas de grande porte.