O XRP opera perto de US$ 1,09 (aprox. R$ 6,0) e reacendeu a discussão sobre um possível fundo de preço. O gatilho foi a leitura mensal do RSI (Índice de Força Relativa, indicador que mede se um ativo subiu ou caiu demais), que ficou mais sobrevendida do que na queda de março de 2020. Ainda assim, o token segue cerca de 72% abaixo da máxima histórica.
O que aconteceu: o analista Ash Crypto destacou que o RSI mensal do XRP caiu abaixo dos níveis vistos no colapso da pandemia e que o ativo tocou uma mínima de dois anos perto de US$ 1 (aprox. R$ 5,5) no mês passado. Já o analista ChartNerdTA apontou que o preço voltou a encostar na banda média de regressão do canal Gaussiano, uma faixa técnica que, em ciclos anteriores, antecedeu períodos longos de acumulação. Hoje, esse suporte está próximo de US$ 0,88 (aprox. R$ 4,8).
Nos derivativos: especialistas observaram queda no open interest (total de contratos em aberto no mercado futuro) enquanto o preço subia. Para o analista CW, isso sugere fechamento ou liquidação de posições vendidas, quando traders que apostavam na baixa encerram operações durante a alta. Esse tipo de movimento pode acelerar repiques, mas costuma perder força se não vier acompanhado de novas compras.
Em números: o XRP fechou julho de 2026 com alta de cerca de 6,83%, em um dos meses mais fortes da sua trajetória. O dado contrasta com o histórico de agosto, que tem retorno médio de apenas 0,43%. No mercado à vista, o ativo soma valor de mercado perto de US$ 68 bilhões (aprox. R$ 374 bi), ocupa a sexta posição entre os criptoativos e tem mais de 62,5 bilhões de tokens em circulação. O volume diário passa de US$ 1,2 bilhão (aprox. R$ 6,6 bi).
O fluxo institucional, porém, ainda pede cautela. Dados da SoSoValue mostram que produtos negociados em bolsa ligados a cripto ficaram sem entrada ou saída de recursos em de julho. Ao mesmo tempo, os saques de tokens das exchanges perderam força, sinal de que a pressão compradora esfriou em relação ao começo do ano.




