O XRP voltou a ser negociado abaixo de US$ 1 nas últimas 24 horas e tocou US$ 0,9915 (aprox. R$ 5,40) em 11 de agosto, a primeira vez abaixo desse nível desde novembro de 2024. Com isso, terminou uma sequência de 635 dias acima de US$ 1, um patamar que o mercado vinha tratando como suporte psicológico.

O que aconteceu: analistas citados no mercado veem uma faixa de suporte entre US$ 0,70 e US$ 0,90 (aprox. R$ 3,80 a R$ 4,90), com possibilidade de teste em US$ 0,86 (aprox. R$ 4,70) se a pressão vendedora aumentar. Para o quadro de curto prazo melhorar, os compradores precisariam retomar US$ 1,03 (aprox. R$ 5,60).

Em números: as entradas líquidas em produtos à vista de XRP somam US$ 3,27 milhões (aprox. R$ 17,8 mi) em agosto, bem abaixo dos US$ 27,29 milhões (aprox. R$ 148,7 mi) registrados em julho, segundo a SoSoValue. A queda é de cerca de 88%.

Ao mesmo tempo, a tese de longo prazo continua apoiada na expansão da rede. A Aviva Investors, gestora de US$ 351 bilhões (aprox. R$ 1,9 tri), lançou um fundo tokenizado na XRP Ledger com aprovação do Banco Central da Irlanda. O volume de ativos do mundo real na XRPL também se aproxima de US$ 4,06 bilhões (aprox. R$ 22,1 bi), depois de ganhar cerca de US$ 2,5 bilhões (aprox. R$ 13,6 bi) em seis meses.

Para o investidor brasileiro, o caso do XRP mostra uma diferença importante: crescimento de uso da rede não garante alta no preço do token.