A Aave colocou em discussão uma nova rodada de cortes em mercados com pouca atividade. A proposta prevê o fechamento dos mercados V3 do protocolo de empréstimos em Sonic, Scroll, zkSync, Metis, Soneium e Aptos, além da retirada de dezenas de reservas de tokens com uso reduzido.

O que aconteceu: a LlamaRisk, junto com outros provedores de serviço da Aave, recomendou desativar 50 reservas de baixa utilização e 21 listagens de tokens Pendle com saldo máximo em 11 implantações. Também sugeriu desligar todas as 25 reservas nessas seis redes. Os saldos considerados foram medidos em 28 de julho.

Em números: a limpeza proposta abrange US$ 98,1 milhões (aprox. R$ 535,7 mi) em ativos fornecidos e US$ 15,6 milhões (aprox. R$ 85,2 mi) em dívidas. Parte dessas medidas, segundo o texto, já estava em andamento.

Por que importa: a proposta mostra a tentativa da Aave de concentrar liquidez e operação em mercados mais usados, reduzindo a manutenção de listagens e redes com pouca tração.

Para o leitor brasileiro, o caso ajuda a entender um risco comum em DeFi (serviços financeiros rodando em blockchain, sem intermediação tradicional): mercados com pouca liquidez e baixo uso podem ser descontinuados mesmo em protocolos consolidados.

O documento citado é um ARFC, etapa de proposta detalhada dentro da governança da Aave. Isso significa que o texto ainda não representa, por si só, uma votação concluída nem a execução final das mudanças na blockchain.