As ações imobiliárias dos Estados Unidos atingiram o nível mais fraco já registrado em relação ao S&P 500. A relação entre o iShares US Real Estate ETF (IYR) e o SPDR S&P 500 ETF (SPY) recuou para 0,122, segundo uma análise de Charlie Bilello, estrategista-chefe da Creative Planning.
O indicador chegou perto de 0,46 em fevereiro de 2007, antes do impacto da crise das hipotecas subprime. Desde aquele pico, caiu cerca de 73%. A leitura, porém, é relativa: ela mostra que o mercado acionário americano, especialmente empresas de tecnologia, avançou muito mais do que o setor imobiliário. Não significa que os preços das residências tenham sofrido uma queda equivalente.
O custo do crédito aumentou a pressão sobre os fundos de investimento imobiliário, conhecidos como REITs (empresas que investem em imóveis e costumam distribuir parte da receita aos acionistas). A taxa média de uma hipoteca fixa de 30 anos ficou em 7,28% em 1º de outubro, o maior nível desde novembro de 2023, de acordo com a Freddie Mac. Juros elevados encarecem as dívidas dos REITs e reduzem o atrativo de seus dividendos diante dos títulos públicos.
Peter Schiff, economista-chefe da Euro Pacific Asset Management, afirmou que o setor ainda pode cair mais. Para ele, o mercado imobiliário se beneficiou da queda contínua das taxas de hipoteca e de subsídios governamentais, dois fatores que agora estariam se invertendo. O rendimento do título do Tesouro americano de 10 anos acima de 5% também oferece uma alternativa aos investidores, aumentando a pressão sobre as ações imobiliárias.




