A discussão sobre resistência à computação quântica ganhou força depois de o NIST padronizar modelos de criptografia pós-quântica, movimento que já influencia governos, bancos e também o mercado de criptoativos. Nesse contexto, o artigo coloca Algorand e BMIC entre os projetos citados nessa corrida.
No caso do Algorand, a reportagem afirma que a rede incorporou assinaturas FALCON, padrão pós-quântico selecionado pelo NIST, para assinar o histórico da blockchain a cada 256 rodadas, aproximadamente a cada 12 minutos. Segundo o texto, isso ajuda a proteger transações antigas contra ataques futuros, mas não resolve toda a estrutura, porque o consenso da rede e a maior parte das contas ainda dependem de criptografia clássica de curva elíptica.
Já o BMIC é apresentado como um projeto em pré-venda construído com foco nativo em segurança quântica. De acordo com a publicação, a proposta inclui contas inteligentes baseadas em ERC-4337 para ocultar assinaturas, camadas privadas de L2 com assinaturas pós-quânticas híbridas, além de três frentes principais:
- uma carteira que não expõe a chave pública;
- um sistema de staking com chaves ocultas;
- uma camada de pagamentos com autenticação PQC.
O texto também informa que o token BMIC opera no Ethereum como ERC-20, com oferta fixa de 1,5 bilhão de unidades. A distribuição mencionada é a seguinte:
- pré-venda: 50%;
- venda privada: 10%;
- recompensas e staking: 12%;
- liquidez e exchanges: 10%;
- reserva do ecossistema: 9%;
- marketing: 6%;
- equipe: 3%.
Para o leitor brasileiro, esse tipo de comparação exige cautela: projetos em pré-venda e promessas tecnológicas devem ser avaliados com atenção, inclusive sob a ótica de risco, custódia e eventual tributação sobre ganhos em criptoativos no Brasil.
Segundo a matéria, o BMIC estava em pré-venda a US$ 0,051009 por token, com quase US$ 500.000 arrecadados, e preço previsto de até US$ 0,058182 nas fases posteriores. A conclusão do artigo favorece o BMIC por considerá-lo mais preparado para o cenário pós-quântico, enquanto o Algorand é descrito como ainda em transição para uma proteção completa.



