Joao Wedson, fundador e CEO da Alphractal, alertou em 7 de julho que BTC, ETH, XRP e SOL estão com predominância de posições long não liquidadas. Na prática, isso significa que há um volume elevado de apostas alavancadas na continuação da alta, em um momento em que o mercado, segundo ele, avançou sem força convincente.

De acordo com Wedson, esse quadro aumenta a fragilidade do mercado. Se houver oscilação negativa nas próximas horas, vendedores podem ganhar espaço e provocar uma sequência de liquidações automáticas. Esse movimento tende a pressionar tanto os derivativos quanto o mercado à vista, já que ordens de stop podem acelerar as perdas.

ETH, SOL e XRP aparecem como os casos mais sensíveis no diagnóstico do analista, depois de acumularem crescimento relevante de posições compradas nas últimas quatro semanas. Para Wedson, quando a valorização depende mais de alavancagem do que de demanda real no mercado à vista, qualquer gatilho negativo pode produzir uma reação desproporcional nos preços.

Outros analistas também mapearam níveis de atenção para esses ativos:

  • No Bitcoin, Ted destacou a faixa de US$ 62,5 mil a US$ 62,8 mil como suporte importante, com risco de queda para US$ 60 mil se houver fechamento diário abaixo desse intervalo.
  • No Ethereum, Ali Charts apontou sinal de compra no gráfico de uma hora, mas disse que o ativo precisa sustentar US$ 1.750 para manter a possibilidade de repique até US$ 1.800.
  • No XRP, o cenário técnico segue fraco, apesar da expectativa de parte do mercado de estabilização após a saída das posições long.
  • Na Solana, a pressão também é ampliada por desbloqueios de tokens, embora haja analistas vendo suporte entre US$ 65 mil e US$ 70 mil.

Para o investidor brasileiro, o alerta reforça o risco de volatilidade elevada em criptoativos alavancados, com impacto direto sobre preços em dólar e também sobre a conversão para R$ nas corretoras locais.

A leitura geral é que uma correção pode servir para retirar excessos de alavancagem do mercado. Ainda assim, no curto prazo, o ambiente segue vulnerável a novas quedas e piora no sentimento dos investidores.