Os americanos perderam US$ 148 bilhões (aprox. R$ 858 bi) com golpes em 2025, segundo a Consumer Federation of America (CFA). As fraudes com criptomoedas concentraram US$ 80,7 bilhões (aprox. R$ 468,1 bi) desse total, ou 54,5% das perdas.

Na comparação com 2024, o prejuízo total subiu 22%. O relatório também associa pela primeira vez ferramentas de Inteligência Artificial a US$ 6,3 bilhões (aprox. R$ 36,5 bi) em perdas, indicando que esses recursos têm ajudado a tornar os golpes mais convincentes.

O que aconteceu: As redes sociais seguem no centro dessas fraudes. Com base em dados citados no relatório, as plataformas da Meta ocupam os três primeiros lugares: Facebook com 57%, Instagram com 22% e WhatsApp com 8% dos casos mencionados.

Quem mais perde: Pessoas com mais de 60 anos continuam sendo o principal alvo. Nesse grupo, as perdas reportadas avançaram 60% em relação ao ano anterior, com média de US$ 38.500 por ocorrência (aprox. R$ 223,3 mil). Já entre jovens com menos de 20 anos, embora o volume seja menor, o aumento das perdas reportadas foi de 198%.

O senador Mark Kelly afirmou que o dinheiro drenado por esses golpes faria falta em despesas básicas, como alimentação e aluguel. Segundo ele, os idosos são o principal alvo dos golpes online, e a IA tem deixado essas fraudes mais difíceis de identificar.

Para o leitor brasileiro, o recado é direto: golpes que circulam em Facebook, Instagram e WhatsApp também fazem parte da rotina no Brasil, e fraudes com cripto costumam usar pressão psicológica, promessa de retorno rápido e pedidos de transferência imediata.