A memecoin Hunter Biden’s Laptop (LAPTOP), lançada por Hunter Biden na quarta-feira (9), chegou a tocar US$ 190,81 (aprox. R$ 1.107) nos primeiros minutos de negociação. Na manhã de quinta-feira (10), o token havia perdido 99% do valor.
O nome da criptomoeda faz referência ao notebook que Hunter Biden deixou em uma loja da Virgínia para conserto em 2019 e nunca buscou. Arquivos encontrados no aparelho alimentaram uma controvérsia envolvendo mensagens sobre empresas na Ucrânia e na China, vídeos íntimos e registros de supostos usos de drogas.
Hunter Biden apresentou o token como uma resposta às iniciativas de Donald Trump no mercado cripto, incluindo a memecoin OFFICIAL TRUMP (TRUMP), que acumulava queda de 75% no ano. Uma análise da Forbes publicada em julho estimou em cerca de US$ 7 bilhões (aprox. R$ 40,6 bilhões) as perdas de investidores que compraram memecoins ligadas à família do presidente.
A proposta previa a distribuição de 20% dos tokens por meio de airdrop (entrega gratuita de criptomoedas à comunidade), inclusive para pessoas que perderam dinheiro com o que Hunter chamou de “golpe da TRUMP”. Dados on-chain (registros públicos das transações na blockchain), porém, indicaram que Hunter Biden e os fundadores controlavam cerca de 30% da emissão. Memecoins estão sujeitas a volatilidade extrema, esquemas de pump-and-dump (alta artificial seguida de venda), rug pulls (abandono do projeto após captar recursos) e perdas severas para a maioria dos compradores.
Para quem investe no Brasil, o episódio reforça que a origem política ou viral de um token não reduz o risco de perdas rápidas e acentuadas.




