A Anthropic admitiu um erro de cobrança após tentar faturar US$ 16,6 milhões (aprox. R$ 91,3 milhões) de um usuário sul-coreano do plano gratuito. O caso chamou atenção porque a conta não tinha uso de API, nenhuma chave faturável e nenhum método de pagamento registrado.

O que aconteceu: o desenvolvedor conhecido como remy_notes recebeu a primeira cobrança em 7 de julho, no valor de US$ 1.669.875 (aprox. R$ 9,2 milhões). Menos de 24 horas depois, chegou uma segunda fatura de US$ 16.627.739 (aprox. R$ 91,4 milhões), mesmo sem atividade na conta. Ele compartilhou capturas de tela no Threads, e o caso viralizou.

Segundo a empresa: a Anthropic reconheceu o problema em 12 de julho e disse que nenhum valor foi cobrado de fato. A explicação foi uma configuração incorreta de recarga automática de crédito, que acabou desativada de forma preventiva. A empresa também afirmou que o episódio não teve relação com acesso não autorizado, mas não detalhou por que a recarga alcançou um valor tão alto.

As tentativas de débito internacional em 8 de julho foram recusadas pelo banco por ultrapassarem o limite por transação do cartão. Ainda assim, o cartão principal do usuário foi bloqueado após as repetidas tentativas. A resposta definitiva levou quatro dias, com cerca de 18 e-mails enviados até que ele recebesse uma confirmação formal.

Em números: a startup de auditoria Vaudit analisou US$ 34 milhões (aprox. R$ 187 milhões) em faturas de IA de 60 clientes corporativos e identificou cerca de US$ 1,7 milhão (aprox. R$ 9,4 milhões) em cobranças indevidas. Isso equivale a uma taxa de erro de cerca de 5%. Entre as empresas citadas estão Panasonic, HP e Honda.