Os ETFs de Bitcoin à vista nos Estados Unidos aceleraram a captação na última semana, em paralelo ao ataque que atingiu carteiras Coldcard. A coincidência entre os dois movimentos abriu espaço para especulações sobre investidores que podem estar repensando a autocustódia (quando você mesmo guarda suas chaves privadas, sem intermediários).
O que aconteceu: segundo Eric Balchunas, analista sênior de ETFs da Bloomberg, os fundos IBIT, FBTC, BITB, ARKB e MSBT receberam recursos em todos os pregões desde o pico do fim de semana. Juntos, eles somaram cerca de US$ 620 milhões (aprox. R$ 3,6 bilhões) em entradas no período.
Em números: a TRM Labs informou que a vulnerabilidade explorada na Coldcard resultou na drenagem de mais de US$ 116 milhões (aprox. R$ 673 milhões) em Bitcoin, espalhados por mais de 5.200 endereços de carteira.
A leitura no mercado é que a sequência de aportes em ETFs pode refletir, ao menos em parte, uma busca por exposição ao BTC sem a responsabilidade direta pela custódia (guarda dos ativos). Ainda assim, os dados apresentados mostram coincidência temporal, não uma relação comprovada de causa e efeito.
Para o investidor brasileiro, o episódio reforça a diferença entre manter cripto por autocustódia e acessar o mercado por veículos administrados por instituições, com riscos e responsabilidades bem distintos.




