Arthur Hayes, fundador da BitMex, afirmou nesta terça-feira (4) que o Bitcoin (BTC) pode alcançar US$ 1 milhão (aprox. R$ 5,8 milhões) depois de um possível estouro da bolha de investimentos em inteligência artificial. Na leitura dele, o mercado está colocando dinheiro demais em data centers e infraestrutura de IA, num movimento mais parecido com a crise imobiliária de 2008 do que com a bolha da internet dos anos 2000.

O que aconteceu: Em um texto longo, Hayes disse que o ponto central dessa tese está no CAPEX (gastos de capital das empresas com infraestrutura e expansão). Segundo ele, esse ritmo de crescimento deve perder força em 2027 e a desaceleração deve ficar mais clara em 2028, o que pode fazer o próximo movimento de alta do BTC voltar a se encaixar no ciclo de quatro anos observado pelo mercado.

Por que importa: Hayes argumenta que toda essa infraestrutura de IA precisa ser alugada para terceiros. Se a oferta crescer demais, o preço cobrado tende a cair. Ele também cita a evolução dos chips, que aumenta a capacidade computacional da mesma estrutura e pode ampliar ainda mais esse desequilíbrio entre oferta e demanda.

No fim do texto, o empresário diz que o Bitcoin deve funcionar como um “alarme de fumaça da liquidez”, refletindo o desperdício de capital mesmo se as ações de empresas de IA continuarem em alta. Na projeção dele, a criptomoeda pode oscilar entre US$ 60.000 e US$ 70.000 (aprox. R$ 348 mil e R$ 406 mil), com chance de cair até US$ 50.000 (aprox. R$ 290 mil), antes de retomar a trajetória de valorização.

Para o leitor brasileiro, a fala de Hayes reforça como o BTC continua atrelado ao cenário global de liquidez e apetite por risco, algo que costuma influenciar preços também nas corretoras que operam em real.

Apesar do tom otimista com o , a corretora de Hayes anunciou há duas semanas o encerramento das atividades após uma revisão estratégica do negócio e do setor de criptomoedas.