Ataques físicos contra pessoas que possuem criptomoedas causaram perdas de US$ 124 milhões (aprox. R$ 719 mi) em seis meses, segundo a CertiK. O relatório afirma que esse tipo de crime está acontecendo com mais frequência dentro da casa das vítimas e identifica a França como o principal foco recente desses casos.

O que aconteceu: a CertiK descreve uma alta nos chamados “wrench attacks”, quando criminosos usam ameaça ou violência para forçar a entrega de criptoativos. O valor perdido no período representa uma alta de 12 vezes, de acordo com a empresa.

Por que importa: ao contrário de golpes digitais, esse tipo de ataque mira diretamente o dono dos ativos. Na prática, a atenção deixa de estar só na senha e passa também pela segurança pessoal e da família.

Para o leitor brasileiro, o recado é direto: guardar criptomoedas não envolve apenas risco de mercado, mas também de segurança física, especialmente para quem expõe patrimônio, rotina ou endereço.

A escalada desses episódios mostra como a posse de criptoativos pode atrair crimes fora da internet. O relatório destaca que os ataques estão cada vez mais ligados ao ambiente doméstico, o que amplia a preocupação com privacidade e exposição de dados pessoais.