O Bitcoin (BTC) registrou em 31 de julho sua maior atividade on-chain desde dezembro de 2024, com quase 1 milhão de endereços ativos, segundo dados da Glassnode. O movimento veio após ataques que esvaziaram carteiras físicas Coldcard por uma falha no gerador de números aleatórios do sistema. No momento citado, o BTC era negociado a US$ 60.347 (aprox. R$ 347 mil), com alta de 1,24% em 24 horas.

O que aconteceu: os endereços ativos diários subiram de 645 mil em 30 de julho para cerca de 980 mil no dia seguinte, um salto de mais de 50% em apenas um dia. Segundo Julio Moreno, chefe de pesquisa da CryptoQuant, a alta foi puxada quase toda por endereços remetentes, enquanto os endereços que receberam valores variaram pouco. Na prática, muitas carteiras enviaram fundos para um grupo menor de destinos, em um movimento de consolidação.

Em números: três ondas de ataques já confirmadas resultaram no roubo de 1.367 BTC, o equivalente a US$ 88,6 milhões (aprox. R$ 509 mi), retirados de 4.585 endereços. Uma possível quarta onda pode ter comprometido mais 380 BTC. Entre os pequenos investidores, transferências de até 1 BTC somaram 39.600 BTC em 31 de julho, nível semelhante ao de 16 de novembro de 2022, poucos dias depois da queda da FTX, quando o total chegou a 39.900 BTC. Um investidor perdeu 18,25 BTC, cerca de US$ 1,6 milhão (aprox. R$ 9,2 mi), em menos de sete minutos.

Moreno classificou a reação como um reflexo saudável, e não como desistência do mercado. O dado que reforça essa leitura está no número de transferências: a Glassnode identificou 761.796 movimentações em 31 de julho, um pico local, mas ainda abaixo de outros momentos que superaram de transferências. Isso indica que um número incomum de carteiras se moveu, mas com poucas transações por endereço, algo típico de uma resposta de emergência.