O Senado dos EUA não deve votar a Lei CLARITY antes do recesso de agosto, o que mantém em aberto a definição das regras para o mercado de criptomoedas no país. Para Vincent Chok, fundador e CEO da First Digital, esse atraso pode beneficiar Hong Kong e Singapura.

O que aconteceu: na sexta-feira, o gabinete de Thune confirmou que a votação da legislação não ocorrerá antes da pausa de agosto. Segundo ele, a resistência dos democratas impediu o avanço do texto, que deve voltar à pauta em setembro.

Por que importa: Chok disse que jurisdições com regras mais claras podem ganhar vantagem para atrair capital e talentos. A avaliação é que a incerteza nos EUA pesa sobre a adoção institucional de criptoativos.

Especialistas também alertam que a demora para definir esse marco regulatório pode frear a entrada de instituições, ampliar a insegurança jurídica e estimular a migração de empresas para outros mercados.

Para o leitor brasileiro, o recado é direto: quando grandes mercados atrasam regras para cripto, empresas e investimentos tendem a buscar países com regulação mais previsível.