O centro de lucro das maiores empresas de cripto está mudando. Em vez de depender só de negociação e especulação, o setor passa a se apoiar mais em reservas de stablecoins, fundos tokenizados, renda com Treasuries (títulos do governo dos EUA) e gestão de balanço.

O que aconteceu: a lógica de negócio de parte da indústria cripto começou a convergir com a dos bancos. Isso acontece porque a receita vem cada vez mais de atividades ligadas à administração de reservas, alocação de caixa e rendimento sobre ativos financeiros.

Por que importa: essa mudança ajuda a explicar por que stablecoins e produtos tokenizados ganharam espaço nas estratégias das empresas do setor. Na prática, o lucro passa a depender menos de picos de mercado e mais da capacidade de operar como uma instituição financeira.

Para o leitor brasileiro, esse movimento reforça a aproximação entre cripto e finanças tradicionais, um ponto que costuma atrair atenção de reguladores como BCB e CVM quando produtos passam a se parecer mais com serviços financeiros clássicos.