Dez vacas leiteiras da Fazenda Engenho Velho, em Imbituva (PR), foram usadas como garantia em uma operação de crédito rural de R$ 100 mil registrada na B3. Os animais, avaliados em R$ 120 mil, receberam identidade digital e entraram na estrutura como ativos tokenizados.
O que aconteceu: a operação foi feita por meio de uma CPR-F (Cédula de Produto Rural Financeira, título usado para levantar recursos no agronegócio). A BMP Sociedade de Crédito Direto originou a CPR-F e liberou o dinheiro ao produtor. Depois, a Target FIDC comprou os direitos creditórios e fez o registro na infraestrutura da B3.
Como funcionou: a agtech Cowmed forneceu a tecnologia para monitoramento em tempo real e para a criação da identidade digital de cada animal. A proposta conecta ativos do mundo real, os chamados RWA (bens físicos levados para uma estrutura digital), com o mercado de capitais.
Para o leitor brasileiro, o caso mostra como a tokenização pode ser usada fora do mercado de cripto especulativo, em estruturas de crédito ligadas ao agronegócio e registradas em instituições já conhecidas do mercado local.
Por que importa: a operação aponta um caminho para ampliar o acesso de produtores rurais a financiamento usando garantias rastreáveis e registradas em uma infraestrutura já usada no mercado brasileiro.




