O Banco Central da Rússia apresentou nesta semana uma proposta para regular o mercado de criptomoedas no país. O texto altera uma norma de 2014 e busca permitir que criptomoedas e direitos digitais sejam negociados em um mercado regulado.

O que aconteceu: o documento, com sete páginas, foi elaborado para viabilizar negociações organizadas de moedas digitais e direitos digitais. Na prática, a proposta inclui as criptomoedas na lista de ativos negociáveis permitidos em plataformas de negociação organizadas.

Prazo: o banco central russo vai receber comentários e sugestões sobre o projeto até domingo (2). Pelas regras previstas, as mudanças passam a valer 10 dias após a publicação da medida, por volta de 6 de agosto.

A proposta aparece num momento em que a Rússia tem adotado uma postura mais favorável às criptomoedas desde o início das sanções econômicas impostas por EUA e União Europeia. Em 2024, o banco central russo recomendou que empresas usassem criptoativos para contornar essas restrições. Em 2025, a autoridade afirmou que bancos poderiam operar com Bitcoin (BTC), desde que sob regras rígidas.

Por que importa: a medida também ocorre após a UE anunciar, na semana passada, um novo pacote de sanções contra a Rússia, incluindo 14 prestadores de serviços de criptomoedas.

Para o leitor brasileiro, o movimento chama atenção porque a Rússia faz parte do BRICS, grupo que também inclui o Brasil. Isso pode aumentar o debate sobre o uso de criptomoedas no comércio internacional entre países do bloco.

A adoção de criptomoedas pela Rússia nessa frente não começou agora. Em 2022, o país já havia permitido que empresas aceitassem Bitcoin em acordos internacionais. Depois, em , legalizou o uso de criptomoedas com esse objetivo.