O Banco Central vê as stablecoins como um ponto de atenção crescente para a regulação financeira no Brasil. Em painel no Blockchain.RIO, nesta quarta-feira, 12, Ricardo Moura, chefe do Departamento de Regulação Prudencial e Cambial (Dereg), disse que esses ativos não são operações de câmbio, mas já estão inseridos no mercado de câmbio por participarem da circulação internacional de recursos.
O que aconteceu: Moura afirmou que a expansão do mercado de criptoativos aumenta a competição e abre espaço para inovação, mas também cria novos desafios para a integridade do sistema financeiro. Entre as preocupações citadas por ele estão lavagem de dinheiro, fraude cibernética e o uso desses ativos em fluxos financeiros ligados ao crime organizado.
Por que importa: para o regulador, não dá para ignorar a presença dos ativos digitais em certas cadeias de movimentação de recursos usadas por estruturas criminosas. A fala indica que o BC tenta equilibrar dois objetivos ao discutir regras para o setor: incentivar um mercado mais competitivo e, ao mesmo tempo, reduzir brechas para abuso.
Para você no Brasil, esse debate ajuda a explicar por que o Banco Central acompanha de perto o uso de stablecoins em transferências internacionais e pode endurecer exigências de controle, especialmente em temas como prevenção à lavagem de dinheiro.




