A tokenização pode permitir uma supervisão mais ativa, e menos reativa, do sistema financeiro, segundo Henrique Videira, gerente de ativos virtuais do Banco Central do Brasil (BC). A declaração foi feita nesta quarta-feira, 12, durante o fórum GovStage, do Blockchain Rio. Ele citou o uso de registros por hash (código que funciona como impressão digital dos dados) e timestamp (marcação de data e hora) como base dessa estrutura.

O que aconteceu: hoje, parte relevante das informações chega ao BC por meio de declarações enviadas pelas instituições financeiras. Depois, as equipes da autarquia precisam conciliar dados de sistemas diferentes, incluindo saldos e informes sobre riscos de mercado e de liquidez.

Como isso mudaria: para Videira, registros por hash poderiam criar uma referência verificável para os dados enviados em cada período. Os timestamps mostrariam exatamente quando essas informações foram registradas. Na prática, cada conjunto de dados ficaria ligado a um identificador e a um registro temporal.

Para o Brasil, esse debate aponta para um modelo de supervisão mais automatizado, com potencial para reduzir etapas manuais no acompanhamento do sistema financeiro.