Um estudo do Banco da Itália concluiu que remessas com stablecoins não apresentam uma vantagem de custo consistente. A análise aponta que a maior parte da diferença no preço final e no tempo de liquidação não está na blockchain, mas na conversão para moeda fiduciária e na rede de pagamentos usada no trajeto.
O que aconteceu: os pesquisadores identificaram que os custos de conversão entre moedas fiduciárias e a infraestrutura de pagamento responderam pela maior parte das variações nas tarifas e nos prazos das remessas. As taxas da blockchain tiveram peso menor nesse resultado.
Por que importa: a promessa de transferências internacionais mais baratas com stablecoins depende de mais do que a tecnologia da rede. Na prática, etapas como entrada e saída para dinheiro tradicional ainda podem determinar quanto você paga e quanto tempo a operação leva.
Para o leitor brasileiro, isso ajuda a separar o custo da blockchain do custo real da remessa, que também passa por câmbio, intermediários e a estrutura de pagamento disponível em cada país.




