Representantes de bancos centrais, reguladores, bancos e empresas de tecnologia se reúnem nesta terça-feira (11), no Museu do Amanhã, no Rio de Janeiro, para o Financial Infrastructure Forum LATAM. O evento, fechado a convidados, abre a Blockchain.RIO Week 2026 e concentra o debate em um ponto: como tirar tokenização, stablecoins e infraestrutura em blockchain da fase de piloto e levar isso para operação em escala.

O que acontece: a abertura reúne Juan Carlos Reyes, presidente da CNAD de El Salvador, Omar Ghurra, do Banco Central de Reserva del Perú, Patricia Tudisco, do Banco Central del Uruguay, e Rodrigo Henriques, diretor de Inovação da Fenasbac. A moderação será de Nicole Dyskant, CEO da RegDoor. Entre os temas da mesa estão regras para ativos digitais, estabilidade financeira, segurança jurídica e proteção ao investidor.

Na prática: o primeiro painel discute a infraestrutura dos mercados financeiros, com foco em custódia, liquidação, interoperabilidade e segurança cibernética. Interoperabilidade, nesse caso, é a capacidade de sistemas diferentes trocarem informações e valor entre si sem depender de processos manuais. Participam Jason Jiang, da CertiK, Jorge Borges, da Fireblocks, André Portilho, do BTG Pactual, e Nagel Lisânias Paulino, auditor do Banco Central do Brasil.

O segundo painel trata de tokenização em escala. Tokenização é a emissão de um ativo tradicional, como um título público ou imóvel, em formato de token numa blockchain, que funciona como um livro contábil digital compartilhado. A discussão reúne Matthew Blumberg, da Ondo Finance, Thiago Mello, do Itaú, e Cláudio Tessone, do UZH Blockchain Center, para falar sobre ativos do mundo real, os chamados RWA, e adoção institucional.