O Binance Card ganhou tração no Brasil: a base de usuários cresceu 53% entre o lançamento, em outubro de 2025, e o segundo trimestre de 2026. O volume de gastos avançou ainda mais, com alta de 80% no período.
As compras aparecem em usos cotidianos, como transporte por aplicativo, entrega de comida, supermercados, restaurantes e assinaturas online. Na América Latina, o crescimento foi maior: a base de usuários subiu 106%, enquanto o volume de gastos aumentou 178%.
O movimento acompanha a expansão global dos cartões ligados a criptomoedas. Dados da Paymentscan mostram que o volume mensal de pagamentos com esses cartões chegou ao recorde de US$ 1,11 bilhão (aprox. R$ 6 bi) em agosto de 2026, quase três vezes mais em um ano. O número de transações passou de 5,6 milhões em agosto de 2025 para mais de 11 milhões no mesmo mês de 2026.
Na prática, o cartão permite compras presenciais e online em mais de 150 milhões de estabelecimentos que aceitam Mastercard no mundo, além de saques em caixas eletrônicos. No momento da compra ou do saque, a Binance converte automaticamente os ativos escolhidos em moeda fiduciária, ou seja, dinheiro tradicional como real, dólar ou euro, e o lojista recebe na moeda local.
No Brasil, os usuários podem selecionar mais de 10 criptoativos, incluindo USDT, USDC, FDUSD, BNB, Bitcoin, Ether, Solana, Cardano, Chainlink e XRP. Também é possível definir uma ordem de uso, como deixar uma stablecoin — criptomoeda desenhada para acompanhar o valor de uma moeda tradicional — como primeira opção, seguida por Bitcoin e Ether. A Binance também oferece no país o Binance Pay e pagamentos via Pix.
Para quem usa cripto no Brasil, o avanço mostra uma tentativa de levar ativos digitais para gastos do dia a dia, não só para negociação em corretoras.




