A Binance protocolou na sexta-feira, 23 de outubro, um pedido ao Banco Central para atuar no Brasil como Sociedade Prestadora de Serviços de Ativos Virtuais, por meio da BBrasil Sociedade Prestadora de Serviços de Ativos Virtuais Ltda.

Segundo o Livecoins, a licença solicitada é de intermediária de ativos virtuais e segue as diretrizes das Resoluções 519, 520 e 521 do BC. As regras incluem segregação patrimonial, contas individualizadas e custódia dos ativos em entidade reconhecida pelo Banco Central.

Com a autorização, a empresa afirma que poderá oferecer aos brasileiros, em uma única conta e login, acesso a ativos virtuais, compra e venda de stablecoins, pagamentos e outras soluções financeiras, incluindo investimentos.

“Protocolar este pedido é um passo decisivo para a atuação da Binance no Brasil e reforça nosso compromisso com os usuários brasileiros de oferecer produtos e serviços dentro das condições estabelecidas pela legislação e regulação nacionais”, afirmou Thiago Sarandy, diretor-geral da Binance no Brasil.

A estrutura da companhia no país também inclui a Binance Brasil Corretora de Câmbio e Valores Mobiliários S.A., antiga Sim;paul Corretora, responsável inicialmente pelas contas de pagamento individualizadas e pela integração direta com o Pix.

De acordo com o Livecoins, a corretora passou por certificação técnica independente da CertiK, que avaliou quase 900 itens ligados a infraestrutura, governança, segurança da informação, proteção dos ativos e controles contra lavagem de dinheiro e financiamento ao terrorismo. O documento foi enviado ao BC em 1º de setembro e continua em análise.

A Binance informou ter mais de 330 milhões de usuários no mundo e ter movimentado US$ 34 trilhões em 2025. A empresa também publica provas de reservas mensais desde 2022 e mantém o fundo de proteção SAFU, com mais de US$ 1 bilhão para casos de hacks e ataques cibernéticos.