A Binance faz ataques simulados de phishing contra os próprios funcionários todos os meses para testar a resposta da equipe a golpes de engenharia social. A informação foi relatada por Jimmy Su, diretor de segurança da corretora, em conversa publicada no sábado (25). Segundo ele, o programa existe há três ou quatro anos e ajudou a elevar o nível de segurança da empresa.
O que aconteceu: phishing é o golpe em que criminosos se passam por outra pessoa ou empresa para roubar dados, como senhas e códigos de acesso, ou instalar malware (programa malicioso). Entre os cenários usados pela Binance estão falsas vagas de emprego, uma tática já explorada por golpistas em ataques conhecidos no setor.
Su afirmou que, no início, a “higiene de segurança” da empresa era fraca, mas melhorou bastante com o tempo. Segundo ele, funcionários que caem nos testes passam por treinamento corretivo. Em casos de falhas repetidas, a avaliação pode ficar negativa e, em situações extremas, levar à demissão.
Em números: um relatório da CertiK publicado no começo do mês apontou 63 casos de phishing no primeiro semestre, com perdas de US$ 366,3 milhões (aprox. R$ 2,1 bi). O mesmo levantamento indica que a quantidade de ataques caiu, mas os valores roubados ficaram maiores.
Para o leitor brasileiro, o recado é direto: golpes de engenharia social continuam entre os principais riscos do mercado cripto, inclusive em corretoras grandes, e costumam mirar senhas, códigos e dados pessoais.




