O Bitcoin (BTC) segue perto de US$ 64 mil (aprox. R$ 371,2 mil) depois de duas tentativas frustradas de romper a mesma faixa de preço. Ao mesmo tempo, baleias e investidores de longo prazo passaram a vender mais, num momento em que agosto costuma ser ruim para a moeda.

O que aconteceu:

  • Agosto foi negativo para o Bitcoin em seis dos últimos oito anos.
  • O gráfico desenhou um topo duplo, padrão em que o preço falha duas vezes na mesma resistência.
  • A pressão vendedora aumentou desde 1º de agosto.

Por que importa: A oferta em mãos de baleias, carteiras com entre 10 mil e 100 mil BTC, chegou a cerca de 2,26 milhões de BTC em 3 de agosto e depois recuou para 2,25 milhões. Entre investidores de longo prazo, a mudança foi mais clara: a venda líquida saiu de cerca de 1.802 BTC em 2 de agosto para aproximadamente 11.472 BTC em 4 de agosto.

Dois gatilhos

O primeiro evento no radar é o relatório de empregos dos Estados Unidos desta sexta-feira. A leitura fraca costuma pressionar o BTC, e o mercado espera algo perto de 80 mil novos postos de trabalho, com desemprego em torno de 4,2%.

O segundo é o simpósio de Jackson Hole, na última semana de agosto. Um discurso mais duro em 2022 ajudou a empurrar o Bitcoin para abaixo de US$ 20 mil (aprox. R$ 116 mil), e agora o mercado volta a acompanhar a sinalização do Federal Reserve.

Para quem acompanha o mercado no Brasil, esse tipo de movimento costuma bater primeiro nas corretoras e depois no humor de quem opera em e em pares com ou reais.